RH Protagonista

Muito se fala hoje sobre transformação digital no RH, RH 4.0, RH ágil, entre outros termos da moda. Mas porque será que a área de Recursos Humanos vem sendo convidada a ser cada vez mais protagonistas nas organizações?

Se alguém lhe pedir para pensar em um profissional de Recursos Humanos, acredito que será muito fácil para você imaginar aquele RH tradicional, cheio de regras e procedimentos. Um verdadeiro controlador de boas práticas, ou aquele velho arquétipo do “setor que possui poderes de contratar e demitir pessoas”.

Mas afirmo a você que certamente não foi esse conceito no qual eu me apaixonei na época da faculdade, há aproximadamente 18 anos atrás.

Olhando por esse prisma, as equipes de Recursos Humanos vêm deixando cada vez mais o conceito de área de apoio, para serem propulsoras de mudanças nas organizações. Mudanças culturais, mudanças de posicionamento e de conhecimento sobre os indivíduos e suas novas necessidades. Mais do que conteúdos técnicos, métodos e ferramentas, os indivíduos e os grupos buscam aprimorar suas habilidades sociais. E diante de tantas transformações de estilos de trabalho, modelos de gestão e inúmeros estímulos no nosso dia a dia, olhar para o ser humano tornou-se essencial.

Desta forma, o RH assume esse papel mais estruturante junto ao negócio, seja facilitando a comunicação entre os times de trabalho (ou squads), agregando os números às decisões e às estratégias, gerando valor na atração de talentos, mapeamento de sucessão e desenvolvimento contínuo. E a tecnologia é uma grande aliada, pois através dela, conseguimos tornar todos os projetos possíveis e escaláveis.

Já trabalhei em algumas empresas, que por coincidência ou não, foram todas do seguimento de tecnologia e posso dizer que sim, tive muita sorte de poder vivenciar os avanços de Recursos Humanos atrelado às tecnologias existentes. Hoje já podemos contar por exemplo com plataformas de mentoring online, ATS para gerenciamento de recrutamento, dashboards de performance, onboarding digital, diversas ferramentas de comunicação e facilitação de grupos, treinamentos na palma da mão, entre outras maravilhas.

Diante disso, se eu puder contribuir com 7 dicas para ajudar você ou sua equipe de RH da sua organização, anota aí:

  1. Ser humano é muito mais “gente” do que “recurso”. Olhe para cada colaborador como um indivíduo e suas extensões (família, lazer, necessidades). Respeite os limites deles, mas estimule-os para o desenvolvimento contínuo.
  2. Experimente 1% de mudança (ou inovação) por dia. Vale qualquer coisa. Questione-se, por exemplo, porque você faz as mesmas atividades da mesma forma e por quanto tempo as faz.
  3. Dedique algum tempo para ajudar as lideranças a serem inspirações para seus times. Mas porque também não empoderar seus times para serem inspirações para suas lideranças?
  4. Fazer diagnósticos e planos de ação sem aliados não vão trazer grandes mudanças. Cocriar soluções com equipes variadas impulsionarão seus projetos e, consequentemente, te dará mais visibilidade.
  5. Atrair, formar e reter pessoas são desafios constantes nos quais a equipe de gente precisa se preparar diariamente. Usar dados e números ajudarão bastante a sair da percepção para a realidade.
  6. Use a tecnologia a seu favor e não como burocracia do processo. Diversos sistemas de gestão sem praticidade podem te fazer perder tempo. Faça boas escolhas, teste rápido e ajuste ainda mais rápido se for preciso.  
  7. Aproprie-se do seu espaço na organização. Se você for convidado para “sentar à mesa”, faça valer a pena sua presença. Discuta sobre o negócio com seus clientes. Dê a eles novas perspectivas e apoie-os na tomada de decisão de grupos e da companhia.

Estas foram dicas simples, porém se bem usadas, farão a diferença no ambiente de trabalho e no olhar do seu cliente sobre a sua atuação em Recursos Humanos.

Contudo isso, o que me deixa com o mesmo brilho no olho de quando eu era uma romântica estudante de psicologia, é a possibilidade de aprender, desaprender, aprender de novo e me conectar com as pessoas neste RH que eu escolhi protagonizar. Poder vincular meu propósito todos os dias a tantas pessoas, acompanhar o desenvolvimento de cada um e consequentemente gerar valor a empresas, é o que me faz sentir que tem valido a pena.

(*) Daniele Brasil é Gerente de Gente e Cultura na Stefanini

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