Representatividade feminina no mercado de Segurança da Informação

08 de Novembro de 2019 por Julia Miquiline e Sueli Alves
Nosso vice-presidente, Raul Darcy, será moderador em painel sobre o apoio da iniciativa privada

O mercado de segurança da informação vive um momento de intenso aquecimento. Segundo o Cybersecurity Workforce Study de 2018, da (ISC)², faltam cerca de 3 milhões de profissionais com habilidades suficientes para atender a demanda desse setor. Só na América Latina, a demanda chega a mais de 130 mil.

A busca por profissionais qualificados na área tem crescido, assim como a preocupação das pessoas com seus dados pessoais e dos executivos com a proteção de seus negócios. Nesse contexto, podemos pensar o mercado de segurança como uma oportunidade para mulheres ingressarem nesse setor, já que elas representam apenas 24% da força de trabalho em cibersegurança, segundo o mesmo relatório da (ISC)².

Olhando o contexto de forma mais ampla, associar a área de Tecnologia da Informação a um universo masculino ainda é comum, mas vale lembrar que nem sempre foi assim. Como exemplo, temos a primeira turma de Ciências da Computação do IME (Instituto de Matemática e Estatística) de São Paulo, de 1974, que contava com 20 alunos, sendo 14 mulheres e 6 homens, ou seja, 70% da turma era composta pelo público feminino.

Sabemos que a área de segurança da informação ainda é predominantemente masculina, e algumas dificuldades podem ser encontradas pelas mulheres pelo caminho. Porém o mais importante é notar que a sociedade vem evoluindo e o papel das mulheres no mercado de trabalho também, com empresas que estão abrindo cada vez mais espaço para o público feminino atuar e se desenvolver nessa área.

Se antes era preciso buscar estratégias para competir e provar seu valor frente aos homens, hoje as mulheres investem seu tempo se profissionalizando para adquirir cada vez mais conhecimentos técnicos e estratégicos, assumindo cargos de liderança e posições de igualdade com os homens.

A capacidade de execução e entregas de alto nível de excelência não se resumem em gênero, e sim no preparo de quem executa determinada função. Há espaço no mercado para todos. A diversidade é necessária, pois as personalidades acabam se complementando e não se tornando excludentes.

Julia Miquiline, consultora de Segurança e Sueli Alves, coordenadora de operações e Segurança da Informação da Stefanini Rafael, venture do Grupo Stefanini especializada em soluções avançadas de Inteligência e de Cyber Defense.

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