A segunda onda da transformação digital

04 de Outubro de 2019 por Felipe Monteiro, professor do INSEAD e Marco Stefanini, CEO global Stefanini

A transformação digital é inevitável. O que começou como uma forma de sensibilização nas empresas para se adequarem às mudanças do mercado expandiu numa velocidade jamais comparada às revoluções anteriores. A tecnologia deixou de ser apenas uma ferramenta para resolver problemas, facilitar o dia a dia ou aumentar a produtividade, para se tornar uma aliada à criatividade, aproximando cada vez mais homem-máquina, físico-digital e real-virtual.

Nunca a inovação colocada em prática foi tão valorizada. Esta abordagem é retratada em profundidade no livro The Innovator’s Method, onde os autores Nathan Furr e Jeff Dyer abordam como desenvolveram, com base em pesquisas realizadas em grandes corporações e startups bem-sucedidas, o método do inovador, que contempla de ponta a ponta a criação e o lançamento de ideias, que chegam ao mercado e se tornam soluções ou produtos que ajudam a transformar os negócios e gerar resultados expressivos. 

Partindo do pressuposto de que as mudanças “devem acontecer”, e não mais “podem acontecer”, é fundamental que as corporações tenham senso de urgência e humildade para embarcar no trem da digitalização. Neste caso, não precisam saber qual é o ponto final, mas a direção em que estão indo. E se eventualmente desconhecem a forma de chegar até lá, uma dica é ficar mais próximo ao maquinista e trabalhar em parceria, ou seja, de maneira colaborativa. Se nesta viagem puderem se associar aos unusual partners, o aprendizado será ainda mais enriquecedor ao se conectarem com pessoas e ideias diferentes da sua, que reflitam a sociedade diversa e suas aspirações.

Se a primeira onda da transformação digital foi marcada pela sensibilização das empresas sobre a importância de se digitalizarem, a segunda onda personifica a própria mudança. Do processo de experimentação da tecnologia à implementação de um processo mais robusto, a segunda onda indica um passo à frente, focada na estratégia de negócio.

É hora de os executivos e líderes empresariais colocarem seus planos em prática e encarar de frente os desafios e as oportunidades propostos pela jornada de transformação. O caminho ideal é olhar para o legado e construir uma ponte sólida para o futuro, atraindo e mantendo talentos capazes de inovar.

E para que a segunda onda de fato aconteça, é imprescindível o compromisso da liderança, que precisa apontar para onde ir e mobilizar a equipe. O livro “The Innovator’s Method” mostra como é fundamental que os executivos C-Level incentivem a experimentação e capacitem as equipes para que possam transformar ideias em projetos reais.

Como toda transformação gera dor, o líder deve assumir esta responsabilidade e mostrar que os benefícios com a mudança são muito maiores e sustentáveis que a dor temporária provocada pelo processo.

A segunda onda da transformação digital já está acontecendo, embora em níveis diferentes. Na liderança, os Estados Unidos contam com um cenário em “ebulição” com o surgimento de várias startups – boa parte delas direcionada para a Inteligência Artificial. A China segue caminho similar, porém mais centralizado. A terceira via vem da Europa, que investe em soluções disruptivas com um olhar sobre o impacto social provocado pelas novas tecnologias. As perguntas mais comuns são: Como vamos preparar e lidar com a nova força de trabalho? Qual é a ética que está por trás da transformação digital?

No caso da América Latina, onde o legado tecnológico é menor, os avanços podem mesclar um pouco dos três caminhos mencionados anteriormente, promovendo o que chamamos de Leapfrog, ou seja, pular etapas para que a transformação seja mais rápida, leve e inclusiva.

E para entrar neste trem, as corporações precisam mais do que profissionais qualificados. Com a ajuda da liderança, é importante fomentar inciativas que permitam aos colaboradores se abrirem ao novo e mudarem o mindset. Mais do que novas habilidades, a transformação digital é consequência de uma transformação cultural e individual. Quanto antes houver esta conscientização, mais chances de chegar à segunda onda com diferenciais competitivos para entender melhor o cliente e se sobressair numa economia cada vez mais dinâmica e criativa.

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