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Vamos conversarLeidivino Natal, CEO Global da Stefanini Cyber
São Paulo, setembro de 2026 – A Stefanini Cyber, unidade de cibersegurança do Grupo Stefanini, consultoria tech global com mindset AI-First, fortalece sua estratégia de cibersegurança preemptiva ao utilizar inteligência artificial para analisar grandes volumes de dados, correlacionar sinais e identificar comportamentos que indiquem um ataque em preparação. Enquanto as estratégias preventivas concentram esforços na redução de vulnerabilidades conhecidas e na mitigação de riscos potenciais, a cibersegurança preemptiva busca reconhecer uma ameaça iminente para que as organizações possam agir antes que uma ofensiva se concretize.
“O modelo tradicional parte da premissa de que o atacante encontrará uma vulnerabilidade e a explorará. A estratégia preemptiva trabalha de outra forma. Independentemente da vulnerabilidade existente, buscamos identificar se há sinais de que um ataque está sendo planejado. O foco deixa de ser apenas a falha e passa a ser o comportamento”, afirma Leidivino Natal, CEO global da Stefanini Cyber.
A evolução acompanha um cenário em que a inteligência artificial acelerou tanto os mecanismos de defesa quanto as ferramentas utilizadas pelos criminosos. De acordo com o executivo, a popularização da IA ampliou significativamente a capacidade de processamento de dados, permitindo analisar e correlacionar milhares de eventos, eliminar ruídos e reconhecer padrões em muito menos tempo e ampliando a possibilidade de identificar comportamentos que antecedem um ataque e agir antes que o incidente aconteça.
Ao mesmo tempo, o perfil das ameaças também mudou. Ataques voltados ao sequestro de dados deixaram de ser o principal objetivo de muitos grupos criminosos, que passaram a direcionar esforços para fraudes financeiras, roubo de identidade, mineração ilícita de criptomoedas e outras ações capazes de gerar retorno financeiro de forma mais rápida. A própria inteligência artificial também passou a ser utilizada pelos atacantes para automatizar processos e ampliar a escala das ofensivas.
Antes do ataque
Durante muitos anos, o modelo baseado em detectar, investigar e conter incidentes foi suficiente para reduzir riscos e proteger os ambientes corporativos. Nos últimos anos, porém, a velocidade e a sofisticação dos ataques, potencializadas também pelo uso da inteligência artificial, reduziram o tempo disponível para as equipes de segurança reagirem aos incidentes.
“Responder rapidamente continua sendo importante, mas já não é suficiente para enfrentar o cenário atual. O grande diferencial passa a ser a capacidade de correlacionar milhares de eventos, eliminar ruídos e identificar padrões antes que um incidente aconteça. Quanto mais cedo conseguimos reconhecer esses sinais, maior é o tempo disponível para que as equipes tomem decisões e reduzam a probabilidade de um ataque bem-sucedido”, afirma Leidivino Natal.
De acordo com ele, esse tempo adicional para a tomada de decisão também reduz os impactos sobre o negócio, ao preservar a disponibilidade dos sistemas, evitar interrupções operacionais e ampliar a resiliência das organizações, além de minimizar impactos financeiros e reputacionais diante de um ambiente de ameaças cada vez mais dinâmico.
Impacto no negócio
Ao antecipar ameaças, a cibersegurança amplia seu papel na gestão de riscos e passa a contribuir diretamente para a continuidade das operações. Na avaliação do CEO global da Stefanini Cyber, essa evolução exige uma revisão da forma como muitas empresas ainda estruturam suas estratégias de segurança. Embora a lógica reativa continue presente em boa parte do mercado, setores mais maduros, como o financeiro, já incorporam modelos voltados à antecipação de ameaças, refletindo uma maior integração entre a cibersegurança e as decisões relacionadas à continuidade do negócio.
“Essa evolução também muda o perfil dos profissionais de cibersegurança. O conhecimento técnico continua essencial, mas cresce a necessidade de líderes capazes de compreender o negócio, identificar ativos críticos e interpretar sinais que indiquem uma ameaça em preparação”, afirma. Para ele, combinar inteligência artificial, contexto de negócio e análise de comportamento será cada vez mais importante para antecipar riscos.
“A tendência é que a capacidade de antecipar riscos se consolide como um dos principais diferenciais da cibersegurança nos próximos anos. As organizações que conseguirem identificar sinais antes que o ataque se concretize terão mais condições de preservar suas operações, reduzir impactos financeiros e fortalecer sua resiliência”, conclui o executivo da Stefanini Cyber.
Sobre o Grupo Stefanini
O Grupo Stefanini é uma consultoria tech global que domina o uso de Inteligência Artificial e cocria soluções sob medida para seus clientes progredirem em sua jornada digital, combinando presença global, ampla expertise técnica e um portfólio completo de serviços. Com clientes em mais de 100 países, 23 delivery centers em 5 continentes e mais de 35 mil colaboradores em todo o mundo, a consultoria organiza suas soluções em sete unidades de negócios: Technology, Cyber, Data & Analytics, Financial Tech, Operations, Marketing e Manufacturing, formando um grande ecossistema de inovação que entrega resultados relevantes e duradouros aos seus clientes.
Com diversas plataformas proprietárias de Inteligência Artificial, organizadas principalmente na suíte SAI (Stefanini Artificial Intelligence), o Grupo Stefanini combina dados, automação e IA para impulsionar a transformação de ponta a ponta. O Grupo Stefanini tornou-se referência acadêmica com o case“Criando uma Estratégia de Ecossistema na Era da AI” pela INSEAD e até hoje é estudado em escolas de negócios globais. Para mais informações, acesse stefanini.com.
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