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Vamos conversarA modernização do core banking apresenta um dilema inevitável para as instituições financeiras: como inovar na oferta de serviços mantendo a máxima estabilidade operacional?
Enquanto o mercado exige lançamentos ágeis, a infraestrutura de TI muitas vezes consome esforços substanciais apenas na sustentação de ambientes complexos.
Para entender essa dinâmica, é preciso olhar para a arquitetura de forma estratégica. Embora a digitalização da interface (last mile) traga retornos rápidos na percepção do usuário, a capacidade de adaptação e de integração com novos ecossistemas depende de um motor transacional flexível desde a base.
O que é core banking e por que ele é o verdadeiro motor do setor financeiro?
Para as lideranças de tecnologia e arquitetura em instituições financeiras, o papel do core banking é incontestável: ele é o sistema nervoso central que processa as atividades financeiras e gere contas.
Na maioria das vezes, o legado cumpre plenamente o seu papel de estabilidade transacional, e é por isso que modificá-lo exige cautela. O desafio surge quando o negócio precisa de novas capacidades de integração. Quando o núcleo é amarrado a uma arquitetura monolítica, habilitar operações instantâneas torna-se exponencialmente mais complexo.
Um estudo da Deloitte aponta que departamentos de TI corporativos chegam a alocar mais de 55% de seus orçamentos gerais apenas para manter as operações atuais rodando, o que ilustra o peso da sustentação no trade-off contra o investimento em inovação.
Por que inovar apenas no front-end não resolve o problema dos sistemas bancários legados?
Para fugir dos riscos de mexer no núcleo, muitos bancos escolhem o caminho aparentemente mais seguro: inovar apenas no last mile. Eles lançam aplicativos modernos com interfaces amigáveis, criando uma percepção inicial de inovação.
Porém, maquiar o problema com “front-ends perfeitos” não se sustenta a longo prazo. O atrito surge quando o cliente tenta realizar operações simultâneas complexas ou quando o banco tenta plugar novos parceiros em um ecossistema de open banking.
Se os sistemas de retaguarda não possuem arquitetura orientada a serviços para suportar as requisições, isso reduz a velocidade de acompanhamento do mercado, o time-to-market.
O diferencial competitivo atual reside em um back-end desenhado para cooperar com ecossistemas abertos, suportando alta volumetria com resiliência.
Quais são as principais barreiras na modernização de sistemas de bancos tradicionais?
A evolução da arquitetura bancária exige avaliar trade-offs importantes, especialmente no Brasil, onde as instituições financeiras construíram um forte costume de desenvolver soluções internas.
Essa prática garante alto nível de aderência e controle da operação inicial. Contudo, com o tempo, a evolução e a sustentação desse código próprio tornam-se desafios onerosos.
O banco muitas vezes se vê no dilema: investir em manter um grande time de tecnologia focado em infraestrutura base ou contratar soluções de mercado? Essa decisão esbarra em critérios de governança:
- Continuidade de negócios: A mitigação estrita do risco de paralisações operacionais.
- Governança de dependências: O controle sobre décadas de atualizações que criam amarras sistêmicas complexas.
- Impacto financeiro (TCO e ROI): A necessidade de prever orçamentos e justificar impactos de negócios em transições de infraestrutura
Caminhos para a evolução do core banking com segurança e governança
Não existe uma fórmula para modernizar a base tecnológica de uma instituição financeira.
A abordagem depende de uma avaliação da arquitetura atual, da tolerância a riscos operacionais e dos objetivos de negócio do cliente. O mercado adota diferentes estratégias, que variam desde a substituição integral de módulos de core até modelos de coexistência, onde novas soluções operam harmoniosamente em sobreposição ao legado.
O diferencial não é forçar um padrão imposto (como um “Big Bang” irrestrito), mas mapear e co-criar um plano personalizado para cada projeto, garantindo previsibilidade orçamentária e controle durante toda a jornada.
Como a plataforma Topaz atua como habilitadora operacional de novos modelos de negócios?
A modernização da infraestrutura precisa ser tratada como a base habilitadora de novas receitas operacionais para o negócio.
Com a alta criticidade, atuar com um parceiro capaz de desenhar a melhor arquitetura de integração é o que separa o sucesso da paralisação.
Com a plataforma Topaz One (da Topaz, empresa do Grupo Stefanini), trabalhamos na co-criação junto ao cliente para definir o trajeto ideal.
Entregamos a flexibilidade técnica necessária, seja para substituir completamente o core legado, seja para implantar uma camada tecnológica madura que coexista e dialogue com os sistemas antigos.
Nossa atuação não aposta em dogmas, mas em governança técnica e consistência transacional. Esse direcionamento viabiliza novos produtos na ponta, enquanto a retaguarda é estruturada nos bastidores.
A prova de execução está no case de sucesso com o Banco do Brasil, onde a modernização garantiu eficiência operacional e escala sem gerar interrupções no atendimento.
Conheça a Topaz One e veja como a Stefanini viabiliza a modernização do seu core banking com governança e resultados operacionais.
Perguntas frequentes (FAQ)
Quais critérios devem guiar a decisão sobre a arquitetura do core banking?
A decisão executiva deve pesar o dilema entre os crescentes custos de sustentação (TCO) do legado interno versus a adoção de plataformas de mercado, considerando a necessidade de se integrar a parceiros via ecossistemas abertos.
Como mitigar os impactos na operação durante a evolução sistêmica?
A mitigação de riscos estruturais passa pela co-criação de um plano personalizado de arquitetura. Estratégias de substituição total ou modelos de coexistência progressiva são desenhadas visando governança rígida e a consistência das rotinas transacionais críticas.
Qual o impacto da modernização da retaguarda na geração de novas receitas?
Ao adotar uma arquitetura de core orientada a serviços, a instituição destrava o time-to-market. O esforço orçamentário deixa de ser focado majoritariamente na sustentação de infraestrutura base, passando a financiar a criação ágil de linhas de crédito e novos produtos financeiros na ponta.