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Vamos conversarNos dias atuais, manter o potencial inovador dentro das empresas é essencial, principalmente no setor de tecnologia. Costumamos associar a inovação ao destaque tecnológico na corrida pela autoridade de mercado. Mas a realidade é outra. A inovação vai além de ter tecnologias de ponta e ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa que resolvem problemas operacionais com rapidez. Ela está, principalmente, em como as empresas adquirem, moldam e adaptam essas tecnologias às suas realidades e necessidades. E, sobretudo, em como apresentam essa força aos seus clientes.
Afinal, como inovar sem conhecer a tecnologia em questão? Como inovar se os times internos não entendem o dinamismo do mundo contemporâneo? O resultado já é conhecido: empresas desatualizadas, especialistas defasados e falta de competitividade.
Inovação como jornada contínua
Então, como manter a empresa sempre atualizada e competitiva? O primeiro passo é encarar a inovação tecnológica como uma jornada. Ou seja, um processo de transformação cultural e de mindset. Afinal, a era digital, impulsionada pela IA, mudou profundamente a forma como as empresas operam e competem. Nesse cenário, a gestão do conhecimento surge como fator crucial para o sucesso organizacional e para a inovação. Ao mesmo tempo, a tecnologia avança a passos largos. Por isso, é urgente desenvolver e reter talentos capazes de identificar oportunidades, analisar de forma estratégica e adotar novas soluções com consciência. Em resumo, profissionais que atuem como agentes de transformação nos negócios.
“O conhecimento precede a inovação. Então, quanto mais conhecimento estruturado você tem na empresa, mais passos consegue dar para inovar. Certamente, o conhecimento é um novo fator de produção. Quanto mais o utilizamos, mais ele cresce. E quanto mais é compartilhado, mais se amplia. A partir desse saber ampliado e bem gerido, surge o que chamamos de inteligência organizacional.”
A IA exige novas habilidades dos colaboradores
O Microsoft Work Trend Index 2024 mostra um panorama claro dessa realidade. Segundo o estudo, a inteligência artificial já faz parte do dia a dia das empresas. Ela automatiza processos e impulsiona a inovação, seja por investimento interno, seja pelo uso não regulamentado dos próprios colaboradores. No entanto, a pesquisa destaca que adotar essas tecnologias exige um novo conjunto de habilidades. Assim, a capacidade de aprender continuamente, adaptar-se a novas ferramentas e colaborar com máquinas se torna essencial.
Ora, isso já não era um imperativo? Mesmo assim, é preciso pensar esses requisitos para além do digital como o conhecíamos. O boom da IA generativa está desenhando uma nova forma de se relacionar com as máquinas. Com isso, surge um novo modelo mental, que combina soft e hard skills essenciais para um bom processo de inovação.
A gestão do conhecimento como pilar da inovação
A capacitação dos colaboradores é o alicerce de uma gestão do conhecimento eficaz. Ao investir em treinamento e desenvolvimento, as empresas aumentam a produtividade e a qualidade dos seus serviços. Além disso, fortalecem a cultura organizacional e promovem a inovação.
A tecnologia evolui rapidamente e exige colaboradores sempre atualizados. Nesse contexto, a capacitação permite que eles dominem novas ferramentas e softwares, maximizando seu potencial. Afinal, colaboradores capacitados são mais produtivos, pois realizam suas tarefas de forma mais eficiente e eficaz. Como resultado, adquirem conhecimentos e habilidades mais profundos, o que melhora a qualidade de produtos e serviços.
“A gestão do conhecimento está totalmente voltada à inovação. Se você não cria novos conhecimentos, não consegue organizar a inteligência organizacional da sua empresa. E muito menos chegar a um novo patamar de inovação.”
Além disso, empresas que investem em capacitação tendem a ter menor rotatividade. Isso acontece porque os colaboradores se sentem mais valorizados e enxergam mais oportunidades de crescimento.
Nesse cenário, a máxima permanece: colaboradores capacitados têm mais chances de gerar novas ideias e soluções, impulsionando a inovação dentro da organização.
A gestão do conhecimento em um mundo digital
A gestão do conhecimento em tecnologia exige uma abordagem estratégica e assertiva. Ela pode abranger diversos aspectos, mas três merecem destaque:
- Identificação e captura do conhecimento: É fundamental identificar e capturar o conhecimento tácito e explícito da organização. Ele pode vir de documentos, processos, pessoas ou tecnologias.
- Compartilhamento do conhecimento: Este ponto deve ser explorado ao máximo. Afinal, o conhecimento precisa ser compartilhado de forma clara e acessível a todos os colaboradores. Para isso, vale usar ferramentas e plataformas digitais de gestão do conhecimento e de inteligência artificial.
- Criação de uma cultura de aprendizado: A cultura organizacional deve estimular a troca e o aprendizado contínuo. Uma cultura forte, que reforce esses pontos, é essencial para que a capacitação seja efetiva.
Conhecimento estruturado gera inovação
Em resumo, a gestão do conhecimento em tecnologia é um imperativo para empresas que desejam se manter competitivas em um mercado cada vez mais dinâmico e exigente. Ao investir em capacitação e criar uma cultura de aprendizado, as organizações liberam o potencial de seus colaboradores. Consequentemente, impulsionam a inovação e alcançam resultados superiores.
“Organizar as informações gera um bolsão de conhecimento estruturado em trilhas e processos, de forma padronizada, concatenada e alinhada à estratégia. Quando isso acontece de forma orgânica na organização, gera inovação!”
Não é uma tarefa rápida nem fácil, mas os frutos dessa jornada são reais e visíveis. Construir uma base sólida permite que as empresas se mantenham competitivas e relevantes. Sobretudo, permite que se tornem um case de sucesso no aproveitamento de tecnologias emergentes.
Shirley Fernandes
Sócia-diretora da N1 IT Stefanini