Segurança da informação: um novo estilo de vida

16 de Janeiro de 2018 por Longinus Timochenco (*)

 Nos dias de hoje precisamos ficar atentos a todas as atividades que fazemos no trabalho ou em casa. Qualquer descuido, por mínimo que seja, pode fazer como que nossas informações sejam hackeadas, por meio dos nossos smartphones, notebook ou até mesmo através de uma smart TV. Se você acha que estamos falando de um episódio de Black Mirror, engana-se. Neste caso, a tela sombria pode ser aqui mesmo. Por isso, devemos nos manter atentos para preservar e proteger nossos dados e valores, sejam eles particulares ou corporativos.

"É fundamental que os CEOs de grandes companhias se conscientizem sobre este tipo de ameaça e a importância de investir na educação de seus colaboradores."

Longinus Timochenco

De acordo com uma pesquisa do Instituto Ipsos, considerada a terceira maior empresa de pesquisa e de inteligência de mercado do mundo, o Brasil é um dos países que menos se preocupam com a segurança das informações digitais, ficando abaixo da média global, que é de 74% dos entrevistados. Os Estados Unidos lideram a lista de países que mais temem invasões digitais, sendo que 88% dos entrevistados afirmam que este tipo de ameaça é possível, acompanhado de Índia (84%), Coreia do Sul (82%) e Espanha (82%). Este estudo ainda ressalva que 7 em cada 10 brasileiros temem ser hackeados, e que os seus dados sejam usados para fraudes ou espionagem. A pesquisa foi realizada em 24 países com 18.594 pessoas.

O levantamento revela que precisamos, cada vez mais, repensar a proteção dos nossos dados. É fundamental que os CEOs de grandes companhias se conscientizem sobre este tipo de ameaça e a importância de investir na educação de seus colaboradores. O processo passa pela implementação e execução de uma política de segurança clara, com normas bem definidas, que estimulem a criação de uma cultura de segurança da informação dentro e fora do ambiente de trabalho. O objetivo é que cada pessoa seja responsável por suas ações e responda por elas, se necessário. 

Quando comunicamos a política de segurança e estabelecemos regras, inclusive penalidades no caso do vazamento de informações confidenciais, por exemplo, todas as áreas ficam alinhadas e sabem como agir diante de uma eventual falha de segurança. Assim, é possível prestar serviços de forma transparente e totalmente automatizada, comandando e controlando todos os mecanismos para o bom funcionamento dos departamentos. É necessário antecipar algumas estratégias para que os ajustes e correções sejam realizados preventivamente, evitando ataques que possam comprometer uma área ou toda a empresa. Os funcionários devem receber treinamentos específicos para que possam agir de maneira rápida e assertiva nos momentos de crise.

Os hackers são indivíduos que estão a todo o momento buscando novas técnicas, táticas e ferramentas maliciosas para obter dados e modificar os aspectos internos de dispositivos, programas e redes de computadores, obtendo, assim, informações privilegiadas ou confidenciais de empresas ou indivíduos. Precisamos nos conscientizar de que pequenos gestos podem colocar em risco informações valiosas e comprometer a segurança de uma corporação ou comunidade. É importante que cada um se informe sobre a utilização de novos recursos tecnológicos com segurança. Digo e repito que a nossa vida é digital e que a segurança da informação tornou-se um novo estilo de vida. Cabe a cada um se adaptar a esta nova realidade.

 

 (*) Longinus Timochenco é diretor de Cyber Defense da Stefanini Rafael na América Latina

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