Você conhece os princípios da Indústria 4.0?

18 de Junho de 2019 por Stefanini

Quem nos acompanha há mais tempo sabe que já falamos bastante sobre Indústria 4.0.Trata-se de um conjunto de tecnologias físicas, biológicas e digitais que, apoiadas em inovações como computação em nuvem, Big Data, Internet das Coisas e Realidade Virtual, começam a redesenhar não somente a produção, mas também a forma com que o ser humano se relaciona com máquinas e com os seus próprios pares.

Mas você sabe quais são os princípios da Indústria 4.0? Quais são os parâmetros que regem esse novo momento, repleto de novidades como drones, carros autônomos e impressoras 3D?

Entender isso é fundamental na migração das empresas para a nova era dos negócios digitais. Vamos compreender agora os princípios dessas inovações?

Quais são os princípios da Indústria 4.0?

Capacidade de operação em tempo real

É importante frisar que Indústria 4.0 não diz respeito apenas a fábricas. Todos os setores da sociedade e do mercado serão impactados por essa nova perspectiva de consumo, produção e disseminação do conhecimento. Até escolas e universidades serão profundamente modificadas pelas novas tecnologias (é o que se chama de “transformação digital na educação”).

Atualmente, o ensino a distância, por exemplo, passou a ser uma alternativa viável de capacitação em meio à efervescência das metrópoles e do excesso de trabalho dos profissionais.

Entretanto, as plataformas EaD ainda são bastante analógicas. Do outro lado da tela, os professores se encontram soterrados entre milhares de requisições (dúvidas de alunos) ou provas a serem corrigidas manualmente.

O uso da Inteligência Artificial na educação já dá seus primeiros passos. Empresas pioneiras estão adaptando seus sistemas com a implementação de soluções de Machine Learning, que dispensam a presença do docente em determinadas etapas do aprendizado.

No Brasil, a Saint Paul Escola de Negócios é a primeira e única instituição de ensino a ter professor 24 horas por Inteligência Artificial para tirar dúvidas dos alunos e apoiá-los nos estudos. É essa capacidade de operação em tempo real que faz da Indústria 4.0 uma das mais importantes revoluções tecnológicas da história.

Interoperabilidade

Imagine um complexo ecossistema digital formado por máquinas, sensores, dispositivos móveis e, é claro, pessoas — todos conectados e comunicando-se uns com os outros frequentemente. Esse é um dos mais efusivos princípios da Indústria 4.0: a interoperabilidade.

Na agroindústria, já existem testes com instalação de sensores em animais e currais, dispositivos que capturam e transferem informações para um centro de dados na fazenda, alertando o produtor em tempo real sobre quando desmamar um bezerro ou emprenhar uma vaca.

Há também exemplos de pulverizadores autônomos, equipados com sensores que informam, por dados de satélites, quais partes do solo necessitam de defensivos especiais. Essa é a agricultura 4.0!

Modularidade

Este é um dos menos falados princípios da Indústria 4.0, mas está entre os que mais abrem as portas para o infinito.

A premissa da indústria atual é a de produção serial e padronizada, objetivando entrega e comercialização de um produto acabado (mesmo sem saber quantos desses produtos serão efetivamente vendidos no mercado). A 4ª Revolução Industrial acena para uma mudança grande nessa lógica.

Como você já sabe, a era da transformação digital pressupõe produção personalizada. Mas como produzir itens customizados se você não consegue prever a demanda?

Nesse sentido, a modularidade é uma das virtudes trazidas pela Indústria 4.0. A interação automática com os clientes por meio da captura de dados diretamente dos próprios produtos permitirá prever a demanda exata da produção (quando um cliente necessitará de uma nova mercadoria).

Saber a quem se destinará cada produto e com qual frequência ele deverá ser entregue abre espaço não somente para a produção sob encomenda, mas também para o acoplamento e desacoplamento de módulos na produção.

Por que você precisa produzir tudo de uma vez se pode fabricar os módulos iniciais antecipadamente (completando depois a montagem das fases de customização)?

Essa flexibilidade permite, inclusive, pensar na comercialização de produtos semiacabados ou programar as máquinas antecipadamente para produção futura.

Tudo isso significa planejamento e execução em sintonia fina, redução de custos com estoques e uma experiência do cliente mais do que especial. São as virtudes decorrentes dos princípios da Indústria 4.0 — sobretudo a modularidade.

Descentralização

Os sistemas digitais devem ter autonomia não somente para executar tarefas, mas também para tomar decisões segundo as necessidades da produção.

Que tal uma fábrica inteligente, dotada de ferramentas eletrônicas que sabem o torque exato de cada peça da linha de montagem? Ou um verdadeiro banco digital, cujos sistemas conseguem liberar crédito por meio de análises baseadas em Machine Learning?

Ou ainda um hospital cujo fluxo de atendimento seja organizado em tempo real por robôs (de acordo com a demanda), com base em aprendizado de máquina e profunda análise de dados, aprimorando a experiência de médicos, enfermeiros, recepcionistas e pacientes (transformação digital em saúde)?

A descentralização é um dos princípios da Indústria 4.0 mais aguardados pelo mercado (especialmente pelos setores financeiro, saúde, educação e indústria) para reduzir custos e diminuir os erros.

Além disso, todos os equipamentos da linha de produção deixarão de ser um mero repositório de comandos para passar a fornecer informações sobre seu ciclo de trabalho, emitindo relatórios e gráficos de desempenho real time.

Quais são os efeitos de todas essas mudanças na produção mundial?

As consequências dessa ressignificação do processo produtivo (e também dos processos de trabalho nas empresas, de forma geral) são diversas.

Especialistas em transformação digital estimam, por exemplo:

  • redução nos custos de manutenção de equipamentos entre 10% a 40%;
  • queda do consumo de energia na produção industrial em até 20%;
  • aumento da produtividade de até 25%;
  • melhoria na qualidade dos processos industriais acima de 20%;

Talvez você tenha despertado para a urgência de preparar sua empresa para essas mudanças tecnológicas que já começam a borbulhar na rotina das empresas do planeta (do segmento educacional à indústria de base).

Que tal então continuar conosco atualizando-se mais sobre os conceitos, a aplicabilidade e os princípios da Indústria 4.0, descobrindo agora tudo sobre “IoT em constante evolução: da captura de dados à sabedoria”? Até a próxima!

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