Saiba o que é peer-to-peer e como ele impacta os meios de pagamento?

30 de Setembro de 2021 por Stefanini

O modelo peer-to-peer de financiamento, também conhecido como P2P lending, cresce a olhos vistos em todo o mundo e no Brasil não é diferente: ele começa a se consolidar como solução de crédito.

Embora em 2020, na Europa, tenha havido uma queda no volume negociado em razão do coronavírus, desde 2013 esse é um mercado em franca expansão, como mostra o site Statista.

Para quem está dando os primeiros passos em um negócio, essa pode ser a melhor forma de custear operações na fase inicial. Já para as pessoas físicas, o P2P representa uma alternativa mais barata de crédito, se comparado com as modalidades convencionais.

Continue lendo e entenda como o empréstimo de “pessoa para pessoa” está revolucionando o mercado financeiro e transformando o ambiente de negócios para melhor.

O que é peer-to-peer?

De certa forma, o peer-to-peer não deixa de ser um reflexo da transformação digital na economia. Afinal, ele consiste em uma modalidade de empréstimo no qual o valor tomado a crédito não é cedido por uma instituição financeira.

Em vez disso, a pessoa ou empresa que toma o empréstimo o faz junto a outras pessoas ou empresas. 

A operação, por sua vez, é intermediada por uma outra entidade, normalmente uma fintech especializada nessa modalidade de crédito.

Como surgiu?

O P2P surgiu na Inglaterra, quando em 2005 a startup Zopa se tornou a primeira empresa a intermediar operações financeiras entre pessoas físicas e jurídicas. Isso marca a entrada do setor de crédito no contexto da economia do compartilhamento, em que pessoas e empresas prestam serviços umas às outras por intermédio de plataformas digitais.

Aproximadamente como as criptomoedas na blockchain, no peer-to-peer os contratos de empréstimos são firmados digitalmente. A diferença, claro, está no fato de serem negociados valores em moedas como euro, dólar, real e libra, e não em bitcoins.

Quais as características?

Por essa razão, normalmente são empresas como fintechs que se encarregam de fazer a ponte entre quem pede crédito e quem se dispõe a emprestar. É uma opção atrativa, por exemplo, para pessoas e empresas com score baixo entre as instituições financeiras tradicionais, ainda que no P2P também sejam exigidas certas garantias.

Afinal, uma das principais barreiras para a entrada e desenvolvimento de novas empresas no mercado é a dificuldade de acesso a crédito. Com o peer-to-peer, boa parte dessas barreiras são eliminadas, já que quem pede emprestado tem interesse em pagar para continuar com crédito, enquanto quem empresta espera ter um retorno maior.

Como isso afeta a indústria dos meios de pagamento?

O P2P lending também é um desdobramento da transformação digital nos bancos. Ele traz para o mercado um novo leque de alternativas em financiamento, obrigando as instituições tradicionais a se adaptarem a um novo contexto de serviços financeiros.

Nele, o pedido de crédito é processado em tempo real e o dinheiro pode ser repassado de uma conta para outra instantaneamente, como se fosse um pagamento por uma compra. Isso traz para a indústria de meios de pagamento toda uma nova demanda. Agora, as adquirentes precisam conectar bancos, empresas e pessoas em operações financeiras diretas, além do que já fazem nas transações comerciais.

Como ajuda no desenvolvimento dos negócios?

Vimos que um dos principais obstáculos para o lançamento de jovens empresas no mercado é justamente a dificuldade em obter capital de giro e financiar suas operações.

Com o empréstimo P2P, boa parte das burocracias bancárias ficam para trás, já que quem empresta tem interesse em ver o negócio crescer, desde que ele apresente potencial. Isso sem contar as taxas de juros que, como veremos mais à frente, são normalmente bem menores que as praticadas pelos bancos convencionais.

Que vantagens ele apresenta?

Aplicativos como Uber e Airbnb conectam pessoas em busca de serviços como transporte e acomodação com pessoas que têm veículos e quartos disponíveis. 

No peer-to-peer acontece o mesmo, só que, no caso, as aplicações digitais conectam quem precisa de dinheiro com quem tem para emprestar. Não deixa de ser uma maneira de revolucionar o mercado, já que potencializa o desenvolvimento de negócios, aquecendo a economia enquanto promove a escalabilidade de negócios. Tudo isso traz uma série de vantagens, entre as quais destacamos algumas a seguir. Confira!

Maior rentabilidade

O P2P é também uma modalidade de investimento. Quem empresta dinheiro para empresas com alto potencial de crescimento vislumbra um rendimento maior do que se fosse investir em produtos de renda fixa tradicionais.

Ou seja, em vez de aplicar em modalidades como o CDB, LCI ou LCA, cuja rentabilidade pode não passar dos 10% a.a., no P2P o valor emprestado pode retornar com juros que, em alguns casos, pode chegar a 15% anuais.

Une o útil ao agradável

Vale destacar, ainda, que o empréstimo de pessoa para pessoa é uma importante via de fomento para atividades produtivas. Nele, não só o segmento financeiro é turbinado, como o de áreas estratégicas para o crescimento do país.

Embora as instituições financeiras sejam de grande importância, é muito mais interessante estimular o crescimento de setores como o de tecnologia, indústria ou varejo. É exatamente isso que acontece no P2P.

É um mercado seguro e regulado

Cabe frisar que o P2P é uma modalidade que cumpre com todos os protocolos para investimentos com segurança em transações monetárias. Ele é regulado pelo Banco Central do Brasil (BC), que o chama de Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP).

Outro ponto a ser destacado é que, no Brasil, como diz o BC:

"as fintechs estão regulamentadas desde abril de 2018 pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) nos termos das Resoluções 4.656 e 4.657".

Quais os riscos?

Ainda que a segurança da informação seja uma preocupação para quem investe em P2P, é preciso considerar outros riscos associados a esse modelo. Nesse caso, vale atentar para as recomendações para investimentos com algum grau de volatilidade. Ou seja, antes de investir, cabe fazer uma análise do mercado. Vale, ainda, conhecer bem a empresa que intermédia a transação, além de diversificar a carteira, evitando concentrar todo o investimento em apenas uma empresa.

Como saber se vale a pena?

Uma forma de minimizar os riscos ao investir em P2P é observar primeiro os índices de rentabilidade da própria plataforma que realiza a operação. Para isso, você pode procurar pelos seus balanços contábeis e demonstrativos junto aos registros da Junta Comercial do seu estado, por exemplo.

Isso porque é a plataforma que oferece as garantias mínimas sobre a operação financeira, apontando os riscos e o rendimento esperado na concessão de empréstimos. Isso vale também para pessoas físicas, afinal, o peer-to-peer é aberto para todos.

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