Inovação incremental × radical: entenda a diferença entre elas

14 de Maio de 2019 por Stefanini

Prepare-se, pois você verá ao longo deste artigo uma palavra que já anda aparecendo nas mídias e sites especializados. O termo voltou a virar moda nos últimos anos devido à revolução da Indústria 4.0. Estamos falando do conceito de inovação!

Muito se fala dela, mas nem todas as pessoas sabem exatamente o que isso quer dizer. Ao estabelecer uma estratégia em um projeto de inovação, há várias decisões a serem tomadas.

E, provavelmente, um dos primeiros desafios é escolher entre duas abordagens diferentes. Devo optar por um caminho de inovação incremental? Ou eu deveria procurar uma abordagem radical?

Você descobrirá agora mais detalhes! Mas não podemos falar sobre essas estratégias sem antes deixar mais claro o que é a própria inovação. Vamos lá?

Qual é o conceito de inovação?

Essa palavra remonta a vários séculos atrás, e era considerada negativa. Para a igreja católica, no século XVI, os ‘inovadores’ eram pessoas que tentaram reescrever os textos religiosos. 

Mas é claro que não falaremos sobre isso, pois essa palavra foi totalmente alterada na primeira Revolução Industrial. Em 1939, Joseph Schumpeter, um influente economista da época, disse que "A invenção era a criação de algo novo, enquanto a inovação estava relacionada à adoção dessa nova coisa".

Chegando então ao nosso momento, inovação ― do ponto de vista empreendedor e tecnológico ― seria implementar no mercado ou nos setores da indústria um novo produto ou processo. Também poderia ser melhorar um produto ou processo já existente.

A inovação pode estar em uma nova ideia, metodologia ou maneira de fazer negócio. Embora pareça tentador pensar apenas em negócios inteiramente novos, a inovação também pode se referir a mudanças incrementais.

Inovar pode ― e deve ― basear-se em melhorar coisas que já foram feitas. Detalharemos agora os dois tipos mais utilizados de inovação: inovação radical e incremental.

O que é inovação radical?

Como o nome já diz, trata-se de algo mais drástico. As inovações radicais alteram totalmente o relacionamento e a cultura dos funcionários, clientes e fornecedores. Desestabilizam os produtos existentes em sua própria organização e no mercado como um todo, dando origem a produtos, processos ou serviços novos.

De acordo com Dahlin e Behrens, existem três critérios para identificar uma inovação como radical.

  1. A invenção deve ser nova: precisa ser diferente de invenções anteriores.
  2. A invenção deve ser única: precisa ser diferente das invenções atuais.
  3.  A invenção deve ser adotada: ela precisa influenciar o conteúdo de futuras invenções.

Se uma invenção preencher os critérios 1 e 2, pode-se afirmar que é uma inovação radical. Se também cumprir o critério 3, pode-se afirmar que é um sucesso! Conseguiu ser um agente de mudança tecnológica radical em uma indústria.

Os três critérios sugerem três períodos e devem ser usados para analisar cada inovação: passado, presente e futuro. Em cada intervalo a invenção é determinada como sendo similar ou diferente de outras invenções.

Essas inovações são significativas, porém seu desenvolvimento acontece em longo prazo ― e os diretores precisam entender isso. Se a organização precisa de resultados em curto prazo, é melhor pensar em inovação incremental. Falaremos disso no próximo tópico. Acompanhe!

O que é inovação incremental?

As inovações incrementais têm como objetivo otimizar e desenvolver melhorias em produtos, serviços ou processos existentes. As metas podem ser: melhorar a experiência do cliente, reduzir os custos, reposicionar a marca, adaptar-se para introdução em outros mercados ou adequar-se a novas leis e normas.

Trata-se da abordagem mais utilizada por muitas empresas, já que se adapta melhor a seus recursos e estratégias de mercado — além da possibilidade de entrega do projeto em pouco tempo.

Mas algo precisa ficar bem claro: inovação incremental não é melhoria contínua ― ciclo de vida de um produto no gerenciamento de processos. Para que seja classificada como tal, precisa causar impactos realmente expressivos e mensuráveis na receita da empresa, nos valores do produto, na participação do mercado e no fortalecimento da marca.

Qual é a melhor para a sua empresa?

Na verdade, as duas são ótimas, depende apenas da análise de riscos e da estrutura empresarial. Mas tenha em mente que nem toda inovação precisa ser devastadora. Muitas ideias inovadoras nos negócios são pequenas, mas impulsionam uma maneira aprimorada de execução.

Se uma organização promove pequenas inovações de forma contínua, ela abre o caminho para impulsionar avanços maiores, chegando então à inovação radical.

Porém, para startups ou empresas de ponta ― que podem apostar alto ou realizar as mudanças em paralelo, sem alterar o ambiente vigente ―, a inovação radical abre amplas oportunidades. Os mercados maduros não têm tanta facilidade ou velocidade, devido ao seu core business e sistemas legados já enraizados.

Uma grande ideia, muita criatividade e trabalho duro trazem verdadeiras revoluções na indústria e na cultura das pessoas!

Se você quiser que sua empresa aumente a participação no mercado e nos lucros, a inovação incremental com seu ritmo constante será a melhor escolha.

E quais são suas maiores diferenças?

Detalhando um pouco mais, temos ainda suas diferenças. Veja a seguir.

Duração dos projetos

Na incremental: são obrigatórios curtos períodos para implementação, sendo de 6 meses a 2 anos.

Na radical: são necessários longos períodos para a implementação, sendo normalmente maiores do que 10 anos.

Fábrica de ideias

Na incremental: acontecem sempre, possibilitando inclusive a antecipação de falhas.

Na radical: ocorrem normalmente quando motivadas por paradas durante os ciclos dos projetos de inovação.

Trajetória do projeto

Na incremental: os passos são bem-delineados e contínuos, desde o conceito até a comercialização.

Na radical: os caminhos de desenvolvimento não são lineares, mas precisam ser integrados ao final de cada fase do projeto. Por ser muito longo, haverá várias paradas e retornos. Mas tudo precisa ser bem documentado, pois é difícil que a equipe permaneça igual durante um período tão grande.

Estruturas organizacionais

Na incremental: pessoas de diversos setores dentro de um núcleo de negócios.

Na radical: área de inovação é responsável pelo projeto no início. No final do desenvolvimento, migra para um projeto-piloto ou de incubadora, até que seja substituído pelo projeto legado ou pelos processos da empresa.

Se quisermos mergulhar em novos mercados ainda não descobertos, provavelmente devemos escolher inovações radicais, desenvolver uma nova tecnologia e trazê-la ao mercado ― se sua empresa quiser assumir o risco.

De qualquer forma, é necessário realizar uma análise de riscos eficiente, estar ciente das consequências e se preparar para enfrentar os desafios associados a ambos os tipos de estratégias de inovação.

Se você gostou do post e descobriu sobre a inovação incremental e radical, também precisa saber como solucionar problemas complexos de forma mais rápida e certeira com Design Thinking.

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