Design Thinking: um mergulho na criatividade para cocriar soluções inovadoras

Metodologia coloca o cliente no centro do processo para solucionar problemas complexos de forma mais rápida e assertiva

07 de Abril de 2018 por Stefanini

Não existe uma fórmula para a criatividade, mas certamente há inúmeras maneiras de estimulá-la, seja pela música, literatura, sala de aula, troca de experiências interdisciplinares, design, internet e uma boa conversa. Todo o conhecimento adquirido ao longo da vida pode ser utilizado para fazer correlações entre os fatos, aprender mais e cocriar, transformando projetos em realidade.

“É pensar como um designer pensaria, colocando o usuário, o consumidor e o cliente no centro das decisões”

Marcelo Pimenta, professor de Gestão da Inovação e Design Thinking nos cursos de MBA de Marketing Digital e Gestão de Mercados de Pós-graduação da ESPM-SP

Este espírito criativo e capaz de realizar projetos surpreendentes foi transferido para o mundo dos negócios com o objetivo de pensar soluções “fora da caixa”. Baseado em uma metodologia, o Design Thinking possibilita a compreensão do ambiente de negócios, apresentando alternativas inéditas e criando modelos altamente desejados pelos clientes.

O Design Thinking aplica ferramentas do design para solucionar problemas complexos. Tem como premissa a compreensão da necessidade real do cliente, orientar e criar soluções baseadas em suas demandas, desejos, problemas e pretensões, por meio de uma série de pesquisas, geração de ideias, protótipos e testes. A ideia é mergulhar de forma impactante nas implicações do desafio, estudando tanto o ponto de vista da empresa quanto do cliente.

Segundo especialistas, a metodologia propõe o equilíbrio entre o raciocínio associativo, que alavanca a inovação, e o pensamento analítico, que reduz os riscos. A proposta é posicionar o cliente no centro do processo para identificar suas reais necessidades. 

De acordo com o livro “Design Thinking & Thinking...Design”, de autoria de Adriana Melo e Ricardo Abelheira, a expressão Design Thinking foi encontrada pela primeira vez em 1992 em um artigo de Richard Buchanan - “Wicked Problems in Design Thinking” (em português, “Problemas Cruéis em Design Thinking”). Em 2006, no Fórum Econômico de Davos, líderes mundiais discutiram o conceito de uma economia criativa e, cinco anos depois, o conceito chegou à mídia brasileira de maneira mais enfática, sendo abordado por livros e periódicos no País. 

Na era da transformação digital, que acirra a concorrência entre as empresas, os produtos e soluções precisam ser mais interessantes, completos e inovadores. Mais do que a tecnologia, os autores destacam a importância de oferecer uma experiência diferenciada, que atenda a esta nova realidade em que o poder migrou das empresas para as mãos do consumidor. 

Ao unir o pensamento analítico com o intuitivo, a metodologia se torna interessante para a estratégia de uma empresa, na medida em que reúne equipes multidisciplinares, que poderão agregar um novo olhar sobre o mesmo desafio. Imagine o conteúdo rico que pode surgir de uma dinâmica envolvendo, por exemplo, engenheiros, economistas, comunicadores e artistas.

Os autores Adriana Melo e Ricardo Abelheira deixam claro que a metodologia de DT, sustentada pela empatia, colaboração e experiência, estimula a criação de ideias sem julgamentos, ao mesmo tempo em que enxerga a necessidade de testar o tempo todo, de experimentar e de verificar se a ideia dará certo ou não. Para isso, existem três fases na dinâmica de DT: a imersão, onde é possível observar e mergulhar numa determinada situação, seguida da cocriação – onde surgem ideias de toda a parte – e a prototipação, momento em as ideias são testadas.

Marcelo Pimenta, professor de Gestão da Inovação e Design Thinking nos cursos de MBA de Marketing Digital e Gestão de Mercados de Pós-graduação da ESPM-SP, ressalta que o conceito de Design Thinking pode ser entendido como a apropriação do jeito do pensar do designer. “É pensar como um designer pensaria, colocando o usuário, o consumidor e o cliente no centro das decisões”, ressalta. 

Atualmente, várias empresas e seus clientes participam de dinâmicas como esta para encontrarem, de maneira colaborativa e com apoio das metodologias de Design Thinking, Design Sprint e Lean Startup, uma solução digital, que combine mais eficiência na entrega de resultados com uma melhor experiência para seus clientes finais. 

A Stefanini, por exemplo, lançou a solução Stefanini Dive com o objetivo de criar modelos de negócios inovadores e com experiência WOW altamente desejada por todos os clientes. “A relação entre os clientes e as empresas de TI mudou muito nos últimos anos. Antes, os clientes chegavam com uma demanda específica. Hoje, eles trazem desafios de negócios complexos para que possamos desenvolver soluções holísticas eficientes, que gerem impactos positivos de curto e médio prazo. Soluções que só são possíveis por meio do uso de métodos dinâmicos e criativos de cocriação”, explica Breno Barros, diretor global de Inovação e Negócios Digitais da Stefanini.

Na visão do executivo, inovar é uma questão de sobrevivência das empresas, que precisam ser ágeis na resolução dos desafios de negócios. O conceito pode ser utilizado sempre que a corporação quiser fazer algo melhor, diferente, em que o cliente perceba maior valor agregado. É uma abordagem que reúne uma mudança cultural e ferramentas visuais colaborativas, que conquistam os clientes pelo benefício relevante que oferecem.

O mundo digital exige agilidade. Para descobrir além da superfície, é fundamental mergulhar nas possibilidades e explorar pontos de vista diferentes. É aprender com a diversidade e superar os desafios num curto espaço de tempo. É interagir de maneira colaborativa para cocriar soluções para um futuro melhor.

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