Desafios e oportunidades em cibersegurança para 2019

04 de Fevereiro de 2019 por Longinus Timochenco (*)

Inteligência Artificial (AI), Internet das Coisas (IoT) e  Computação em Nuvem são termos cada vez mais presentes no nosso cotidiano. Se um dia essas tecnologias pareceram muito distantes e inacessíveis, hoje elas já fazem parte da nossa realidade. E a tendência é que continuem com mais intensidade nos próximos anos, revolucionando a forma como vivemos.

Diante desse cenário, pensar na segurança dos dados e dispositivos é fundamental.  Segundo a Kaspersky Lab, foram detectados mais de 30 mil dispositivos de IoT infectados na América Latina em 2018, sendo 72% deles somente no Brasil. Já o Relatório de Previsões de Cibersegurança para 2019, divulgado pela  Forcepoint, confirma a importância de continuar olhando com atenção para essa área ao longo do próximo ano. 

Na pauta estão temas atuais que ganham relevância, tais como privacidade, relação de confiança do usuário, vazamento de dados, espionagem, desenvolvimento avançado de malwares, migração para nuvem, biometria comportamental, reconhecimento facial, inteligência artificial, IoT e automação industrial OT.

Novas tecnologias demandam ainda mais segurança. Manter softwares e dispositivos sempre atualizados e fazer backup regularmente são algumas medidas de prevenção que podem ser adotadas.

O relatório destaca outro assunto muito importante e que deve receber ainda mais força em 2019: a “Educação Digital“, que certamente elevará a maturidade de segurança no ambiente corporativo.

As companhias precisam adequar suas práticas e entender que a responsabilidade sobre a segurança da informação está muito além das equipes de TI. As organizações devem olhar ainda mais para essa área, integrando a segurança da informação na cultura da empresa e reconhecendo o impacto para o negócio.

Políticas de segurança bem definidas, processos e controles são necessários. O próximo ano apresenta muitos desafios e oportunidades, e precisamos estar preparados não apenas em relação aos equipamentos, mas também com a conscientização de seus usuários.

São lamentáveis os ataques e vazamentos de informações que estão ocorrendo no Brasil e no mundo, sendo que a maioria deles acontece em decorrência de vulnerabilidades básicas. Temos que ter atitudes planejadas e efetivas para acabar com o crime cibernético. 

Cada vez mais os usuários precisam desenvolver seus negócios com responsabilidade, pois a Segurança da Informação não é uma questão exclusiva de processos, e sim de cultura e disciplina. 

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(*) Longinus Timochenco é Diretor de Cyber Defense da Stefanini Rafael na América Latina.

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