Cloud Native é um Conceito Simples?

08 de Outubro de 2020 por André Corrêa

Nesta série recente de artigos, trabalhamos conceitos chaves para a modernização de aplicações, como: estratégia para otimização, automação, aceleração e qualidade de entrega com DevSecOps na prática e conexão intrínseca da segurança desde os primeiros passos. Mas o elo em todo este conhecimento está na aceleração do negócio (business agility) através da utilização de tecnologias em nuvem, ou, falando de aplicações, modernizando com uma abordagem Cloud Native.

Apesar da recorrência do termo e da sua definição como a construção de aplicações sobre 4 pilares (DevOps, CI/CD, Containers e Microserviços), será que este conceito é algo simples assim? Por que a sua adoção requer tamanha especialização e engenharia?

Na busca por estas respostas, uma conclusão pode ser antecipada: não se trata de um conceito determinístico ou uma medida, não se deve quantificar o quão cloud native é uma aplicação. Trata-se de uma visão de maturidade, de evolução da aplicação contínua sobre os quatro pilares citados, de tal forma que agregue agilidade ao negócio e viabilize a transformação digital, ou a transformação de canais digitais.

Se retomamos a definição de Cloud Native segundo a Cloud Native Computing Foundation (CNCF): “Tecnologias cloud native empoderam empresas a criarem e rodarem aplicações escaláveis em ambientes modernos e dinâmicos, como nuvens públicas, privadas e híbridas.”. Apesar de facilmente compreensível, o conceito se traduz em estratégias que maximizem a integração da aplicação com o ambiente de nuvem e é exatamente neste ponto que se entende que, adotar uma estratégia Cloud Native pode ser materializada por algumas ações chave:

  • As equipes de aplicação precisam ter autonomia, trabalhando com automações que acelerem a produtividade, garantam a qualidade do produto e abstraiam a visão de infraestrutura da Cloud – Trabalhe e automatize o DevSecOps e o CI/CD com indicadores e autonomia;
  • O foco da construção de produtos está na engenharia, unificando as engenharias de software, de qualidade e de cloud como pilares que deem flexibilidade para que mudanças de alto impacto possam ser frequentes, previsíveis, com pouco esforço e que respondam ao negócio – Estabeleça o perfil do engenheiro e implemente um padrão de arquitetura em microserviços;
  • A observabilidade e a melhoria contínua precisam ser as engrenagens que trazem a experiência do usuário e do negócio ao primeiro plano, realimentando o processo, desafiando a engenharia e retomando o foco na transformação a partir da nuvem – Operacionalize a gestão de produto em produção, estabeleça Golden Signals;
  • O resultado da aplicação no negócio precisa ser mensurado, a nuvem, através da escalabilidade e da visão modernizada, potencializa a conversão da visão da TI como centro de custo, para a visão da TI como parte da cadeia de valor – Conecte os indicadores da primeira ação e os Golden Signals da terceira ação aos indicadores do negócio, ao resultado gerado;

Se retomamos o questionamento inicial: o conceito é simples? Não é, mas possui aceleradores e se adequadamente explorados, podem ser a chave para uma rápida transformação pela tecnologia (Tech Agility). Por que a sua adoção requer tamanha especialização e engenharia? Tomar estes aceleradores é a chave, e um modelo de engenharia ajustado é o caminho que inclui da TI e a nova aplicação na cadeia de valor do negócio.

Este artigo conclui esta série que buscou trazer insights e conhecimento sobre a modernização de aplicações para a nuvem, mas ainda há muitas frentes a serem exploradas nessa jornada, novos conteúdos suportarão a expansão deste universo!

(*) André Corrêa é Cloud Executive Manager na Stefanini

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