Afinal, o que é a Inovação Aberta e quais são seus benefícios?

29 de Abril de 2019 por Stefanini

O conceito de inovação existe desde a 1ª Revolução Industrial, com Ford. E agora, em plena Indústria 4.0, há múltiplas maneiras diferentes de transformar, criar, inventar, produzir. Hoje falaremos do Open Innovation, ou Inovação Aberta.

Veremos aqui o conceito e a diferenciação entre Inovação Aberta e a "fechada", além dos benefícios que ela pode trazer à sua empresa. Confira!

Conceito de Inovação Aberta

Impossível falar de Open Innovation (Inovação Aberta), sem contar a história do criador do conceito: Dr. Henry Chesbrough.

Atualmente, ele é professor da Haas Business School, UC Berkeley, e diretor executivo do Centro de Inovação Aberta — que se concentra na realização de pesquisas, publicação de artigos e desenvolvimento de materiais de ensino em torno da Inovação Aberta.

Foi ele quem criou a teoria e cunhou o termo. Seus insights sobre modelos de Inovação Aberta reestruturaram o cenário da pesquisa e desenvolvimento. Também criaram paisagens realmente inovadoras no desenvolvimento de negócios e na estratégia de inovação.

Autor internacionalmente aclamado, Dr. Chesbrough introduziu o conceito de Inovação Aberta pela primeira vez em seu livro premiado, "Inovação Aberta: o novo imperativo para criar e lucrar com a tecnologia" (Harvard Business Press, 2003).

A partir deste e de muitos outros livros, a ideia se expandiu e saiu do mundo acadêmico para ser aplicada nos modelos de negócios. Levou alguns anos, mas agora é bastante difundida.

Entretanto, existe ainda uma confusão entre a Inovação Aberta e a fechada. Mas é fácil reconhecer: a Inovação Aberta busca ideias, insights e novos modelos de negócios dentro e fora da empresa.

Já a inovação fechada não compartilha as informações com o mercado externo, e deixa a inteligência da organização somente ao próprio setor de inovação.

Mas é improvável que as melhores ideias estejam todas localizadas em uma organização. E, mesmo com uma ideia em mãos, uma empresa realmente deve gerenciar todos os riscos técnicos e de mercado associados à comercialização de tecnologias?

É aí que entra a Inovação Aberta. Chesbrough define Inovação Aberta como "um paradigma que pressupõe que as organizações podem e devem usar ideias externas, ideias internas e caminhos internos e externos para o mercado, à medida que as empresas buscam o avanço de sua tecnologia".

O pensamento predominante é que a Inovação Aberta permite que as organizações expandam simultaneamente sua amplitude de ideias, suas oportunidades e seu know-how, ao mitigar os riscos técnicos e de mercado associados à inovação.

Nos setores de TI e software, a Inovação Aberta significa que as companhias licenciam o software umas das outras para criar tipos de produtos.

Isso traz economia às empresas licenciadas e seus usuários finais, diminuindo custos substanciais de desenvolvimento de infraestrutura.

As plataformas Android e iOS são dois exemplos altamente bem-sucedidos desse modelo, e geraram muitos serviços inovadores que foram construídos sobre elas.

Benefícios da Inovação Aberta

Ao aplicar esse conceito, temos logo de início diversas vantagens. Listaremos abaixo as de maior destaque.

Receber talentos externos

Nos demais tipos de inovação, a ideia é que as pessoas inteligentes estão em sua própria organização.

Ao aplicarmos a Open Innovation, o objetivo é ter consciência de que nem todos os gênios trabalham em nossa empresa. Portanto, devemos localizar e explorar o conhecimento e a experiência dos indivíduos brilhantes que estão fora do seu setor, de sua organização ou até mesmo fora da área de atuação.

E, como uma via de mão dupla, você também negocia e vende suas ideias para o mundo. O importante é a troca. É pensar que deve existir um crescimento e ele será compartilhado com todos.

Ampliar a visão de negócios

Uma grande mudança estratégica deve ocorrer na maneira como os colaboradores olham para a empresa e seu ambiente. Envolver diversas equipes no desenvolvimento de novos produtos e tecnologias será sempre de grande valor agregado.

Pense, por exemplo, na cooperação com outras companhias do setor, fornecedores, universidades e, é claro, usuários finais. Com tanta informação, a visão do modelo de negócios é ampliada, desempenhando um papel crucial nisso.

Como e quando o conhecimento externo é necessário é, em grande medida, determinado pelo modelo de negócios. Ele descreve como o valor será criado a partir de inovações e quais elementos devem ser adquiridos interna ou externamente.

Evitar vícios da cultura organizacional

Ao acolhermos positivamente o conhecimento externo, todos os maus vícios que existem na estrutura corporativa tendem a diminuir.

E o melhor efeito colateral é a criação de uma cultura mais empreendedora, na qual as equipes se sintam confiantes para levar ideias aos clientes, mesmo em tópicos fora de sua área de especialização. É uma grande vantagem da Inovação Aberta, mas precisamos de apoios para realizar métricas e ajudar no compartilhamento dessas ideias.

Ferramentas que promovem a inovação

Muitas organizações utilizam a cocriação e o Crowdsourcing ― colaboração coletiva ―, para que as métricas sejam realizadas e novas ideias sejam recebidas do mundo externo.

A cocriação se forma por meio de colaboração compartilhada de ideias. Estaremos mais próximos de desenvolver soluções inovadoras que resolverão os desafios de nossos clientes.

Já o Crowdsourcing é uma ferramenta tecnológica integrada ao site da sua organização e faz parte da plataforma de gerenciamento de inovação.

A utilização de Crowdsourcing ajudará você a coletar insights, ideias e comentários, além de gerenciar e analisar com eficiência os dados coletados, trabalhando de forma sistêmica com eles.

Um programa de cocriação não é possível sem o envolvimento e a motivação de cada um dos membros do projeto, independentemente de seu perfil.

Eles são os verdadeiros protagonistas ao analisar os desafios, explorar o que é feito no mercado, ter ideias no estágio de criatividade e, acima de tudo, desenvolver os protótipos da solução definida.

Como você viu, a mudança descrita acima significa que as organizações precisam se conscientizar da crescente importância da Inovação Aberta.

Nem todas as boas ideias vêm de dentro da própria empresa, e nem todas as sugestões devem necessariamente ser desenvolvidas nela.

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