Como UX Designers podem aumentar a produtividade sem cair no burnout?

20 de Maio de 2022 por Stefanini

Praticamente todo mundo já se viu na seguinte situação: sentado em frente ao computador, encarando a sua lista de tarefas do dia e se perguntando como fará tudo aquilo em tão pouco tempo.

No mundo do UX Design, onde as demandas surgem cada vez mais rapidamente, é comum que você queira encontrar maneiras de aumentar a sua produtividade. 

E o que iremos te ensinar é, justamente, como fazer isso de forma saudável, sem correr o risco de chegar à estafa profissional – ou, como é mais conhecida, Síndrome de Burnout. Mas, para começar, conheça um pouco mais sobre essa síndrome.

4 sinais de que você pode ter desenvolvido a síndrome de burnout 

A expressão “burnout”, que há mais de meio século foi designada como uma condição crônica de esgotamento emocional, psicológico e físico, tem sido uma pauta cada vez mais discutida no ambiente corporativo.

Inclusive, recentemente a OMS classificou o burnout como um distúrbio de saúde relacionado ao trabalho. Isso só reforça que é preciso prestar atenção para não acabar se sobrecarregando durante a incansável busca por produtividade em seu cotidiano profissional. 

Mas você sabe quais são os sintomas dessa doença que, segundo a Anamt, atinge mais de 30% dos trabalhadores brasileiros?

  • Concentração reduzida: dispersão no horário de trabalho e dificuldade em focar em uma única tarefa, o que gera o acúmulo de responsabilidades e, consequentemente, torna a concentração cada vez mais desafiadora.     
  • Desmotivação profissional: sensação de desvalorização profissional e falta de vontade de contribuir com a empresa. Mesmo as tarefas mais simples tornam-se difíceis de serem executadas e toda a rotina no trabalho acaba se tornando maçante
  • Exaustão constante: diferentemente do cansaço natural de um dia corrido, a estafa mental e física é constante, o que reduz o desempenho ou até impede que tarefas a execução de tarefas rotineiras 
  • Dificuldade em dormir: apesar do cansaço persistente, as boas noites de sono se tornam mais raras devido à preocupação com a situação. Essa dificuldade em dormir, por sua vez, potencializa cada vez mais os outros sintomas citados. 

Essa não é uma lista exclusiva nem completa sobre o burnout, mas representa algumas das manifestações mais relatadas por profissionais que sofrem com esse distúrbio. 

Apenas um especialista da saúde pode diagnosticá-lo com exatidão. 

O burnout em UX Designers: por que ele acontece?

Na era da experiência digital, os UX designers são cada vez mais importantes na construção do negócio. Essa reputação, entretanto, pode criar uma cobrança desmedida, diretamente ligada ao perfeccionismo. 

Somado a isso, a multidisciplinaridade tão comentada nas empresas, mas muitas vezes exigida sem o suporte e os recursos necessários, facilita o entendimento do porquê o burnout é tão comum nessa área profissional:

  • Falta de clareza sobre o papel do UX Designer dentro da equipe de desenvolvimento;
  • Subjetividade e falta de feedbacks de qualidade na avaliação de um trabalho de design;
  • Sobrecarga de informações e dados coletados sobre os clientes e usuários finais;
  • Grandes ciclos de iteração e imprevisibilidade sobre o fim de um projeto;
  • Orçamentos e prazos em desacordo com as expectativas do projeto;

Qualquer UX designer que já atua no mercado, já lidou com uma ou mais situações como as listadas acima. Então, ciente de que o cenário ideal não é comum no ambiente corporativo, evitar o burnout passa por saber conviver com essas condições adversas. 

Como criar uma rotina produtiva “anti-burnout” em UX Design?

Conhecendo a corrida rotina de quem trabalha com UX Design, abaixo separamos alguns hábitos saudáveis que contribuem para uma rotina produtiva e para a prevenção dessa sensação de esgotamento. 

Priorize seus esforços

Em UX Design, a pesquisa é fundamental para gerar insights valiosos e corrigir problemas de usabilidade em um projeto. Por outro lado, ela pode sobrecarregar o profissional de informações, o que pode prejudicar a tomada de ações. 

A fim de evitar essa paralisia da indecisão e o consequente acúmulo de tarefas, é preciso alinhar-se com o Product Owner (PO) e o restante da squad para criar uma estrutura de priorização e separação de atividades de acordo com a sua importância. 

Inclusive, David Travis, em seu livro “Think Like a UX Researcher”, sugere que os problemas de usabilidade mais críticos e que devem ser prioridade são aqueles que impedem o usuário de atingir seu objetivo na interface. 

Evite o perfeccionismo 

O UX designer deve se acostumar com o desconforto de entregar trabalhos que não estão perfeitos. Para toda a squad, o MVP assume papel fundamental de aprendizado e cocriação junto ao público.

Como disse Reid Hoffman “Se você não tem vergonha da primeira versão do seu produto, você começou tarde demais”

Em outras palavras, para se acostumar com essa situação é preciso compreender que design é um processo iterativo. Ou seja, a única maneira de atingir o resultado esperado é colocar o trabalho para rodar e coletar os feedbacks a fim de realizar melhorias contínuas - 

Não queira controlar tudo

Cobrança dos clientes, prazos, orçamentos apertados e o desejo de sempre mostrar o seu melhor. Para uma squad, trabalhar na criação e implantação de aplicações, pode ser um grande fardo àqueles que não sabem lidar com algumas condições adversas. 

Muitas vezes, em UX Design, é necessário colocar as situações em perspectiva para não se cobrar tanto ou gerar um estresse prejudicial à saúde. Afinal, por mais que a área assuma papel fundamental na era digital, é preciso alinhar expectativas sobre os projetos. 

Equilíbrio com a vida pessoal

Em UX Design é preciso desenvolver uma mentalidade criativa, analítica e acostumada a grandes ciclos de iteração. Para tanto, é necessário manter uma mente saudável - e a maneira mais eficiente de fazer isso é equilibrando a vida pessoal e profissional. 

Um estudo chinês comprovou que colaboradores que praticam hobbies, esportes e passatempos são mais produtivos no ambiente de trabalho. E por mais óbvio que isso pareça, em toda a empresa isso sempre deve ser reforçado. 

Profissionais da área estão acostumados com horas extras e rotinas desgastantes. Nessa rotina, incluir exercícios físicos, cuidar da alimentação, do sono ou até tirar um dia de folga pode ser essencial para se manter produtivo e não cair no burnout.

Conclusão 

A estafa profissional pode se manifestar de várias formas, durar dias ou até meses. E em UX Design, onde a cobrança é cada vez maior, a melhor maneira de lidar com o burnout é prevenindo esse esgotamento constante. 

Organizar a intensa rotina como UX Designer, bem como impedir que a vida profissional “invada” o tempo destinado ao seu lazer e descanso são primordiais para se manter saudável e eficiente. 

A produtividade está diretamente ligada à qualidade de vida. Então, por mais corrido que seja seu dia a dia, busque maneiras para recarregar as energias, não trabalhe aos fins de semana e, caso se sinta sobrecarregado, diminua a velocidade. 

Quer saber mais sobre o mundo tech e de UX Design? Não deixe de conferir o blog de carreiras da Stefanini

 

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